No dia em que nos conhecemos, eu ainda namorava e ela também. Estávamos, ambos com os respectivos do lado.
Ela viria morar em casa com sua família, pois meu pai, viúvo, havia se casado com sua mãe, também viúva.
O primeiro impacto não foi dos melhores, confesso que não tive uma simpatia imediata.
Depois que ela já estava morando na casa de meu pai e que nosso namoro já havia acabado, passamos a ficar cada vez mais juntos. Aos poucos fui conhecendo melhor a Cibele e percebendo que grande mulher ela era. Eu não estava seguro até passar um ano de relacionamento bem próximo, quando me dei conta de que estava ao lado da mulher da minha vida.
Percebi, pela primeira vez que gostava dela de verdade, nao quis perder tempo e arranjei uma maneira de declarar meu amor. Passamos a frequentar "outros" lugares, como barzinhos e baladas.
O primeiro presente que eu lhe dei foi um disco de vinil do James Taylor, onde escrevi uma dedicatória na capa que dizia: "Que esse seja o primeiro de muitos tijolos que vão constuír a morada do nosso amor".
Trocávamos bilhetes diários. Chegamos a ter uma caixa de sapatos cada um, cheia de recados, cartas e cartões trocados ao longo dos meses.
A Cibele me ajudava em tudo, estava ao meu lado em todas as situações, me apoiava e me acompanhava em todos os projetos.
Uma vez eu ganhei uma viagem num concurso e quando recebi a ligação telefônica da empresa para me comunicar do prêmio, fiquei sabendo que teria que escolher alguém para me acompanhar pois a viagem dava direito a outra passagem. Não tive dúvidas e de imediato dei o nome da Cibel como minha acompanhante. Era uma viagem que faríamos para a Europa por sete dias com tudo pago e direito a vários passeios. Desde então guardamos as fotos e outras lembranças dessa inesquecível viagem que fizemos quando ainda éramos namorados.
Sempre curtímos as mesmas músicas, os mesmos lugares, os mesmos passeios, apesar de sermos muito diferentes. Sempre fomos uma descoberta um para o outro.
Certa vez fiz uma dessas loucuras de amor pra ela. Eu tinha que dar aula lá na Avenida Paulista à noite e a Cibele trabalhava em São Caetano do Sul. Era seu aniversário e eu arranjei tudo com a empresa que faria o trabalho. No horário marcado eu saí para a minha aula, era o final da tarde do dia de seu aniversário no ano de 1999. Um carro de som estacionou na esquina da Rua Amazonas com a Av. Goiás, no coração de São Caetano onde ela trabalhava e começou a chamar pelo seu nome. As pessoas paravam na rua para tentar entender o que estava acontecendo. Os funcionários da empresa começaram a chamá-la para ver, da varanda do escritório na esquina, do que se tratava. Quando ela apareceu, começou a tocar uma música interpretada pelo cantor Daniel onde ele dizia: "eu juro, por mim mesmo, por Deus, por meus pais, vou te amar. É tanto querer, é tanta paixão, te amo do fundo do meu coração..."
Já na varanda, depois que a Cibele se identificou, a moça do carro de som leu um texto escrito por mim, pediu pra ela descer na avenida e entregou um ramalhete de rosas vermelhas. Nesse momento, as meninas do escritório começaram a jogar bexigas brancas e azuis pela sacada do escritório, conforme eu combinara com elas. A avenida estava parada e congestionada nesse momento com as pessoas gritando a aplaudindo a cena. A Soraia, irmã da Cibele, que trabalhava perto, apareceu de repente sem nada entender e ficou com ela que não parava de chorar. Foi inesquecível (ela quem disse!)
Muitas estórias poderiam ser contadas desse nosso relacionameto que transcende a realidade em amor, mas o espaço não me permite. No mais, digo que a Cibele é a mulher que Deus me deu.
domingo, 8 de novembro de 2009
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